quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Hoje eu pensei em você. Não necessariamente só hoje, e nem pensei só por pensar, foi só uma força de expressão, desculpa. Hoje, mais do que todos os outros dias, eu pensei e repensei trepensando e refletindo em você. Não vou mentir pra mim nem pra você, não tenho essa mesma naturalidade que você tem. Já tentei tomar um café mas ele anda mais amargo do que qualquer coisa, mais do que minha falta de sono, essa que me acompanha faz dois dias. Às vezes eu costumo cumprir o que eu digo, por mais que doa, rasgue, faça sumir qualquer vestígio de pensamento racional, às vezes eu cumpro. Dessa vez eu falei sério, não vou atrás de você. Frase meio estranha não? “Ir atrás”, como se fosse sombra, dessas que apenas seguem os passos de quem está na frente. Não quero ser sombra. Só se for dessas de quando o Sol está quase no meio do céu, as que aparacem de lado. Do seu lado. Não atrás, atrás não. Eu não sei a quem eu ando querendo enganar, ou quem você anda querendo enganar, mas sabe, bem que podíamos escolher a quem amar. Tá que esse destino meio maluco daria um jeito de fazer nos encontrarmos até mesmo numa conversa entre estranhos qualquer e eu me encantaria por seu sorriso e seu jeito bobo de me chamar de boba. Tudo bem que não falei coisa com coisa, mas é o que eu menos tenho feito ultimamente. Já não sei onde queria chegar, que seja. Onde quero chegar é o que menos importa agora, só queria saber onde estou, onde estamos. Parar sem encontrar sinalização é ruim demais, seguir pedaços deixados de trilhas nunca foi meu forte.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu ainda estou ferida. Ainda estou machucada, e ainda choro. Eu sei, faz tempo. Faz tempo que deixei de ser teu sol, tua estrela, tua lua. Faz tempo que deixei de ser alguém que tu dizias amar. Estou tão presa a lembranças, a esperança. Agarrei-me a qualquer possível chance de te ter novamente, e tornou-se impossível passar uma borracha por cima de teu rosto em meu coração. O aparente adeus foi completamente inaudível e inaceitável. Por que diabos, um tem que sofrer? Por que logo ao fim de um relacionamento, um deles vê-se livre das lembranças, enquanto o outro morre lentamente angustiado por conta da dor que se instalou dentro do peito? Tu estás livre. Livre de mim, da saudade, de nós. Enquanto tudo o que eu faço é me prender ainda mais a qualquer migalha que tenha ligação a ti. Eu sei, faz tempo. E eu deveria estar longe de tudo o que um dia me lembrou você. Mas eu insisto em conservar exatamente tudo o que vivi contigo. Insisto em sentir, sofrer, amar. Acho que não aprendi a conviver sem algum vestígio teu. (icanbeyourcocaine)

terça-feira, 22 de março de 2011

E, o amor é assim: você conhece alguém. Você e esse alguém começam a conversar. Começam a rir juntos de coisas bobas, e, com o tempo, você começa a lembrar daquela pessoa em qualquer coisa, você tropeça na rua, e por algum motivo, lembra dela. Você se apaixona. Tudo pra você muda, toda a sua perspectiva de vida é mudada, o mundo parece até mais colorido. E, tudo, pra você e pra ela, passa a ser compartilhado. Desde sorrisos até alegrias. Não é mais apenas “você”, é você… E ela. Ou, nos piores casos, ela e você, o você vindo depois, em segundo plano. É aí que mora o perigo. Brigas são normais… Porque é isso que você faz quando você quer alguém… Você briga. E eles se queriam, até demais. Conseqüentemente, com o tempo, tudo fica mais difícil, mas foda-se, qual seria a graça se fosse fácil? Certamente nenhuma. Só que, às vezes… Ela se cansa. Às vezes, ele se cansa. E, no pior dos casos, nenhum dos dois se cansa, mas eles terminam. Foi isso que aconteceu, e até hoje… Ninguém sabe o por quê. Talvez nunca irão descobrir, o por quê… Por quê de se amarem tanto, se quererem tanto, mas não se acertarem. É um mistério. De qualquer forma, vem o fim. O fim, que é sempre mais certo do que qualquer outra coisa, cedo ou tarde, chega. Não o fim, tecnicamente falando, porque eles sempre estariam conectados, querendo ou não. Apenas acredite em mim: a sensação do fim poderia ser comparada a você arrancando seu coração pela boca e o apertando até que ele explodisse. Não. Errado. Fazer isso doeria bem menos. E, sabe o que é engraçado? Que, o tempo que você passa sofrendo é o dobro, o triplo do tempo que você passa amando. Tem muito mais pra se falar sobre dor do que sobre amor. Mas, voltando… Esse tal fim, só é visto pelos outros. No coração de quem ama, ele nunca existiu nem nunca vai existir. O que, sim, existe, é a espera e a aceitação. A espera, entretanto, talvez seja ainda mais dolorosa do que o fim. O fim é como “ei, acabou, siga em frente com a sua vida”, enquanto a espera é “talvez ainda que dê pra vocês dois.” E a aceitação, afinal, é quando você repete, o tempo todo pra si mesmo “vai passar, vai passar… Não, não chore agora, vai passar.” Mas, antes de dormir, você simplesmente não se segura. Tudo que você evita durante o dia caí em cima de você, e você cede, mesmo sabendo que é errado se entregar a dor. E aprender a conviver com a dor e sem o amor é como aprender a andar. Dá um medo filho da puta. Às vezes você dá um passo maior que a perna e caí. Ou então, caminha alguns metros sozinho, acha que está conseguindo… Vem um vento um pouco mais forte e te derruba. Mas, finalmente, você aprende. Você, de alguma forma, cresce com as quedas. E, eventualmente, os dois irão encontrar o seu caminho de volta, mesmo que não seja tão simples… E talvez, algum dia por aí… Eles se encontrem. Encontrem a explicação. Quem sabe algum dia eles conversem de verdade e não apenas se falem.

Vinícius Kretek
"Um dia foi bom te amar, foi mágico dormir pensando em você e acordar te querendo. Um dia foi gostoso sonhar com você ao meu lado. Mas esse dia passou. E agora é perturbador não conseguir de nenhuma maneira te esquecer. É torturante olhar pra você e não poder dizer nada, não poder fazer nada. É ruim imaginar você com outra pessoa, e pior ainda, é desesperador imaginar que você possa sentir tudo o que estou sentindo agora, por ela."

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


E a chuva cai e me faz desejar te ter aqui comigo, pra me abraçar e dizer que raios e trovões não são um perigo e que você vai me proteger. Me traz a saudade do seu abraço apertado, onde eu me sentia protegida, das suas mãos que me acalmavam como nenhuma outra, e dos seus beijos que me faziam esquecer que existia um mundo além de nós dois.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"E foi muito estranho. Ele perguntava de você, porque não sabia sobre como nosso fim tinha sido trágico e eu me lembrei daquela pessoa que um dia você foi, lá atrás. E me doeu. Doeu como se dói quando alguém que a gente ama morre.

E eu nem escrevo esse texto pra você. Porque esse você que continua existindo no universo é tão diferente daquele homem incrível que eu amei lá atrás. Nada mudou. Eu continuo achando você um idiota. Continuo querendo distância de tudo que você é e de tudo que você representa.

Mas na fantasia... aquela primeira pessoa que eu conheci e que eu amei, hoje eu chorei, em luto. Porque o simples nunca foi fácil, muito menos para quem possui um coração no lugar onde tantos possuem uma pedra de gelo."

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ser forte.

Ser forte é tentar te esquecer, mesmo te amando. É ter que falar com você sem olhar nos seus olhos para não transparecer o meu amor. É vê-lo com outra(o) e ter que ficar calada(o), é não correr para seus braços e implorar para que fique comigo. É não deixar cair uma lágrima ao saber de notícias suas, e se alguém me perguntar “Você ainda gosta dele(a)?” Ser forte é responder que não sinto nada por você, mesmo que minha vontade seja gritar para o mundo que ainda te amo. Ser forte é chorar escondido e sorrir na sua frente, é sonhar com você e acordar descobrindo que tudo não passou de um sonho, é tentar tirar você da minha cabeça, sabendo que nunca tirarei você do meu coração. ♥